Reportagem sobre a Vedanta ESS, Ltda. na revista de negócios brasileira Valor Econômico

A VedantaESS, Ltda., nossa nova e promissora empresa brasileira, teve sua primeira aparição na grande mídia através de uma matéria publicada na conceituada revista Valor Econômico.

A nova companhia está começando a trabalhar com muitas empresas públicas e privadas voltadas para o futuro, que buscam resolver problemas no fornecimento de energia elétrica utilizando as baterias de fluxo em ferro da ESS inc, que são seguras para o meio ambiente e têm uma longa vida útil.


Americana ESS traz novas baterias ao Brasil

por Camila Maia

As baterias para armazenamento de energia ainda não ganharam impulso no Brasil, mas fornecedores internacionais da nova tecnologia já se posicionam mirando as oportunidades futuras neste mercado. A americana ESS está trazendo, por meio do braço nacional recém criado VedantaESS, um sistema de baterias que serão instaladas de forma híbrida em uma unidade solar fotovoltaica de geração distribuída em Goiás. Esse é um mercado no qual a companhia vê grande potencial de crescimento.

O projeto será financiado parcialmente por uma bolsa da Agência de Desenvolvimento e Comercio dos Estados Unidos (USTDA), por meio de uma parceria com a Pacto GD, subsidiária da comercializadora Pacto Energia. O objetivo é utilizar as baterias da ESS para estabilizar a rede e garantir a oferta de energia mesmo quando não houver luz solar. A unidade solar terá 100 kilowatts (kW) de potência. Segundo Richard Phillips, presidente da VedantaESS, o projeto permitirá ainda a eliminação do uso de geradores a diesel nos horários de pico de consumo.

A ESS por enquanto é considerada uma startup, fornecedora de uma das muitas tecnologias sendo desenvolvidas no mercado para o armazenamento de energia por meio de baterias. Neste ano, a companhia recebeu um aporte de US$ 13 milhões de um grupo de investidores liderado pela alemã Basf. A companhia americana, que tem sede em Portland, no estado de Oregon, também assegurou o pedido de duas baterias de 50 kW que serão entregues para a Basf na Alemanha. A ideia é aprofundar a parceria.

A tecnologia da bateria da ESS é, segundo Phillips, mais barata e limpa que as utilizadas nas baterias de lítio, que dominam o mercado desse segmento. Os equipamentos utilizam eletrólitos de ferro e água, o que permite um tempo maior de duração da carga, por mais de quatro horas. Outras baterias no mercado ainda não conseguem fazer a carga durar durante todo o período de pico de consumo. Além disso, as baterias da ESS funcionam em temperaturas mais elevadas, e não têm gasto energético com o auto-resfriamento.

O uso híbrido em projetos de geração solar fotovoltaica é um dos principais mercados para o uso das baterias mapeado pela ESS no Brasil. “As maiores oportunidades são em plantas híbridas de geração distribuída. Avaliamos o mercado e achamos que vai crescer muito, são projetos privados, não dependem de autorização ou financiamento do governo”, disse Phillips.

A ideia é que esse projeto seja um teste do funcionamento da tecnologia, que é nova no Brasil e no mundo. Posteriormente, a Pacto Energia e a VedantaESS devem avaliar implementar projetos de até 5 megawatts (MW) com baterias com capacidade para até 20 megawatts-hora (MWh).

“Acredito que 2018 e 2019 serão os anos de estudo e de projetos pilotos com baterias”, disse Phillips. Além do uso em projetos de geração distribuída, o executivo também prevê a instalação de baterias para construção de micro grids em locais no Norte do país não conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), os chamados sistemas isolados.

Com a introdução do preço-horário e da chamada tarifa branca, na qual as tarifas são mais elevadas nos horários de pico de consumo, a expectativa da companhia é de que as baterias serão fundamentais para os consumidores, permitindo economias e eficiência energética.

A VedantaESS também têm a intenção de implementar a tecnologia substituindo geradores a diesel e nas redes de transmissão de energia.

Fonte:  Americana ESS traz novas baterias ao Brasil, Valor Econômico, 16/07/2018